segunda-feira, 27 de maio de 2013


Como inovar com os recursos tecnológicos na Educação Infantil 










Tanto a lousa digital como o conjunto computador + projetor poderão ser usados para:

- Explorar softwares próprios para a faixa etária, tanto os disponíveis na lousa digital como todos os outros usados no computador ou na Internet. Veja que uma no

- Reproduzir clipes de músicas infantis. O efeito da tela maior motiva os alunos.
- Contar histórias bíblicas por meio de arquivos em Power Point ou similares.
- Acessar, durante discussões ou outras atividades, sites interessantes referentes às temáticas trabalhadas com a turma, de forma que a professora possa exemplificar suas explicações ou consultar detalhes mencionados pelos alunos.
- Apresentar figuras e a escrita do nome delas. Os alunos poderão ir ao quadro também.
- Produzir desenhos amplos de forma coletiva em editores de desenhos. Sugestão: Proponha essa atividade em conjunto com outra proposta de desenhos amplos. Por exemplo, distribua folhas grandes para que cada aluno realize seu desenho e, individualmente, chame os alunos para complementar o desenho iniciado na lousa digital ou na projeção.

http://www.educacaoadventista.org.br/educadores/educacao-e-tecnologia/715/como-inovar-com-os-recursos-tecnologicos.html

domingo, 26 de maio de 2013

A Criança e a Motivação




Quando se ensina alguma coisa, o que seja, ensina-se também a colher com sabedoria os resultados, e também a se preparar para os contratempos. Ambos fazem parte do aprendizado, e não apenas a maneira de se fazer a coisa. Uma criança ainda requer de muita experimentação antes de ser capaz de compreender cada coisa, por isso, a expectativa de resultados insatisfatórios, ou parciais, assim como a perspectiva de resultados positivos em qualquer empreendimento, deve fazer parte de sua instrução preliminar.

  Não existe ilustração melhor do que ensinar a fazer. Não existe ensinamento mais eficaz do que aprender fazendo. Assim, mostrar como fazer, vale mais que dizer que pode ser feito. Ainda assim, tudo começa com a demonstração de que aquilo pode ser realizado, desde que se possua a devida habilidade, ou instrução. 


 Uma obra sem utilidade, para uma criança, vale tanto quando uma pedra preciosa para uma galinha. Sua motivação é diretamente proporcional à utilidade da coisa produzida, seja para si mesmo, seja para outros. Do mesmo modo, enganá-la com falsas propostas ou promessas, equivale e comprometer sua autoestima. Ocorre que ela não reage às frustrações como um adulto, mas antes disso, tende a se sentir rejeitada, inferiorizada, sem importância, já que vê no resultado do seu trabalho, a si mesmo.


 Assim, seu trabalho representa sua pessoa, e a forma como esse trabalho será recebido, rejeitado, criticado, utilizado, apreciado, aceito, será também o modo como se sentirá como individuo. Ao sentir a inutilidade do seu trabalho, assim também se sentirá como pessoa, e a mesma coisa vale para a aceitação, ou crítica construtiva. 


 Uma crítica construtiva, longe de ser um elogio, ou uma espécie de recompensa, tem mais valor se bem compreendida como função motivadora. Comentar de forma clara sobre o trabalho, como, por exemplo, discutir um texto escrito, de modo que ela perceba que o mesmo foi lido e analisado, torna-se uma excelente forma de motivação, e abre espaço para a crítica construtiva. Desse modo, ela tenderá a aceitar as ressalvas, correções, como uma forma clara de orientação e nunca de rejeição.


 Conhecer uma criança, não apenas seu nome, ou o nome dos seus pais, mas, daquilo que não gosta, ou gosta, abre um espaço gigantesco, para que o educador tenha acesso à mesma. Ela o permitirá, pois saberá que ele a conhece, e por isso mesmo, deve saber o que é melhor para ela. Também, o educador sensato, o deve demonstrar publicamente, que conhece cada uma delas. Isso se consegue com comentários discretos, enfatizando ou ilustrando os gostos pessoais de cada uma. Mentalmente ela dirá:


 “Nossa, ele ainda lembra de mim...”. "Não existe incentivo maior e argumento mais motivador para uma criança, que ouvir o educador chamar pelo ser nome."


Cuidado deve ter, entretanto, para nunca, sob nenhuma circunstância ou alegação, criar ambientes competitivos entre elas. Seja por preferir uma ou outra, seja por elogiar o pior ou melhor desempenho de quem quer que seja. Motivar uma criança não deve ter como terreno a desmotivação do restante do grupo, e é exatamente isso que ocorre, ao preferirmos, ou destacarmos alguém, ou seu trabalho, de forma seletiva, ou ostensiva. 


 O educador consciente sabe como fazer para nivelá-las, sem destacar de forma provocativa uma ou outra, sem fazê-las sentirem-se inferiores ou superiores aos seus amigos, o que poderia incentivar a competição interna, a disputa por preferências, a falta de entendimento e sintonia do grupo. Aquela que sabe mais, ou que demonstra maior interesse, deve ser tratada com a devida atenção, mas sem demonstração explícita de que há preferências, ou que as demais são inferiores, ou preteridas.


 Incentiva-se uma criança claramente destacada no meio do grupo, de forma discreta e com inteligência. Se ela é curiosa, deve ser incentivada de forma indireta a desenvolver ainda mais sua curiosidade. Nesse caso, a mensagem deverá ser dada para todo o grupo, e aqueles indivíduos mais interessados, entenderão que se trata de uma orientação direcionada para eles. 


 Recompensas, elogios fáceis, promessas de sucesso, práticas comuns usadas para motivar ou incentivar as crianças a realizarem suas tarefas, obrigações, ou mesmo cuidados pessoais, devem ser evitadas a todo custo. Deverá o educador, substituir tudo isso, pelo simples reconhecimento de um trabalho bem feito, ou interesse sincero pelo andamento de uma tarefa ainda pendente. Deve estar disposto a ouvir as explicações das mesmas, de como realizaram aquele trabalho, e mesmo, contribuir pessoalmente, com sugestões individuais ou coletivas. 


 Outra forma de elogiar, de dar novo ânimo ao grupo, de modo a não haver comparações, ou despertar ciúmes, é ensiná-las a trabalhar em equipe, deixando claro que, para uma tarefa dessa natureza, onde cada uma tem uma função, todas são igualmente necessárias e importantes. Deve ainda enfatizar ao grupo, que o tamanho de uma atividade, não quer dizer menos ou mais, mas igualmente importante. Use pequenos contos como analogias, estes são excepcionais exemplos, elas gostam de ouvir, e ainda aprenderão alguma coisa útil. 


 Na formatação de uma equipe, o educador deve conhecer as capacidades e personalidades de cada um, cuidando de não incluir num mesmo grupo, crianças de temperamentos contrários. Conhecendo as disposições psicológicas e habilidades individuais, poderá agrupá-las em equipes que se complementem. 

 Finalmente, não se motiva uma criança, comparando seu resultado com o do seu colega, ou de um estranho. Mais eficaz e sensato, é dar-lhe desafios sempre crescentes, e acompanhar de perto seu progresso, ou dificuldades. E ao perceber o interesse do educador pelo seu trabalho, ela se sentirá motivada e responsável, pois, como foi dito antes, para ela, o trabalho e a sua pessoa, é uma só coisa.
fonte: Artigos Educacionais

Hoje é dia de pega-pega!


As dicas são da Luciana Silvestre, Gerente Técnica, em São Paulo, da Federação de Bandeirantes do Brasil, uma das instituições parceiras da Semana Mundial do Brincar.
Depois de vivenciá-las com os adultos, leve estas brincadeiras ao dia a dia dos pequenos e faça uma análise comparativa das reações e comportamentos dos dois públicos diante dessa experiência. Assim, você poderá fortalecer o seu trabalho e ajudar quem ainda não viveu esse brincar a fazê-lo de uma maneira livre e espontânea.
Fuji-fuji – Todo grupo fica em um canto da quadra ou outro espaço. O pegador grita pega-pega e os demais respondem fuji-fuji, correndo para atravessar o campo, enquanto o pegador tenta capturá-los. Para fazê-lo, é só encostar na pessoa. Ao ser pego, ela tem de parar no lugar e, sem tirar os pés do chão, tentar pegar alguém também.
Corrente elétrica – Os participantes, em círculo, dão-se as mãos, e não podem soltá-las. Entre dois participantes coloca-se um bambolê, que deve percorrer todo o círculo, passando pelo corpo de cada participante (um “ensaio” antes de começar a atividade propriamente dita). Depois, coloca-se mais um bambolê entre dois participantes, do lado oposto ao primeiro bambolê. Um bambolê tem de alcançar o outro, rodando para o mesmo lado. Quando isso acontecer, os dois participantes que estiveram com os bambolês deverão cumprir uma tarefa. Para a atividade ficar mais interessante, coloquem mais bambolês na roda.
Casa-morador-terremoto – Os participantes formam grupos de 3 pessoas. Duas delas unem as mãos, formando o telhado de uma casa, ou seja, os dois participantes são as “casas”. O outro participante do trio é o “morador” e fica dentro da “casa”. Essas “casas” com “moradores” deverão espalhar-se pelo ambiente. Para iniciar a atividade, alguém grita “morador”, “casa” ou “terremoto”. Quando gritar “morador”, todos os “moradores” trocam de “casa”, e esta não poderá se mexer. Quando gritar “casa”, todas as “casas” trocam de “morador”, e este não poderá se mexer. Quando gritar “terremoto”, todos os participantes deverão sair de seus lugares, encontrar outros participantes e formar novamente “casas” e “moradores”.
Jogo da evolução – Nesse jogo, cada um assume um personagem, representando-o com gestos e sons: ameba = “nadando peito” e falando: “ameba… ameba…”; sapo = pulando e fazendo barulho; coelho = fazendo o gesto de orelhas grandes e falando: “coelho… coelho…”; macaco = fazendo o gesto e o som do macaco; ser humano = fica do jeito que é; super-homem = gesto do super-herói. Nesse jogo, há regras para evoluir: cada personagem vai se deslocando pelo espaço, fazendo gestos e sons. Quando encontrar um ser igual – por exemplo, uma ameba que encontre outra-, tira par ou ímpar e quem ganhar evolui (de ameba a sapo). Quem perder regride – no caso da ameba, permanece do mesmo jeito. Quem chegar a super-homem ganha o jogo.
Colocando em ordem – com os participantes em fila, pede-se para que se organizem sem sair de cima de uma linha traçada no chão ou feita de corda, seguindo uma orientação: por exemplo, ordem alfabética. Depois, por idade. Outra opção: mês de nascimento. Agora, por tamanho. Quanto mais criatividade na organização, melhor.
Nó humano – os participantes formam uma roda. Todos se aproximam e dão as mãos, sendo que não devem dar as duas mãos para a mesma pessoa, nem dar a mão para quem está ao seu lado, o que vai formar um nó humano. Feito isso, o grupo tem de “desatar” o nó, fazendo um trabalho em conjunto: sem soltar as mãos, passando por cima e por baixo dos participantes de maneira que todos voltem ao círculo.
Nem sempre é possível desatar o nó, mas o bacana é tentar sempre!
Agora que você tem atividades diferentes para aplicar com os pequenos e os pais,que tal fazer da Semana do Brincar uma prática constante? Já pensou como irá ajudar crianças e adultos a se desenvolverem melhor?
Para encerrar nossas reflexões sobre o tema, vale ler o que a Enciclopédia da Criança  diz sobre o Brincar para embasar ainda mais o seu cotidiano profissional.
Bom trabalho, bom brincar!